O Lankavatara Prajna Paramita Sutra é um dos sutras que exerceram significativa influência no desenvolvimento do budismo esotérico em todo o leste asiático. Oriundo de um Sermão proferido pelo Budha Shakyamuni em Rajagriha- Índia, é um alerta àqueles que buscam realizar a Mente Suprema, sobre a necessidade de ampliarem a percepção não-dual, como um caminho efetivo para a auto-realização. Este sutra pertence ao terceiro período de ensinamentos do Budha, e abre o elenco dos " Sutras Adicionais ", que em sua essência fundamentaram a Escola Iogacara - Mente Apenas e especialmente o C'han Budismo na China, à partir do século VI. Entre as opções disponíveis , preferi esta tradução de Gunabhadra, vertida para o Inglês pelo eminente erudito budista Daisetz T. Susuky, de onde extrai este fragmento.
"...Em resposta ao questionamento do Mahasatva Mahamatti, disse o Instrutor dos Mundos : Há quatro fundamentos sobre os quais um discipulo sincero deve apoiar-se para realizar a Mente Suprema. No primeiro, deve reconhecer que este mundo é somente uma manifestação complexa de suas próprias atividades mentais, e que surge como verdadeiro apenas sob a influência da energia do hábito- acumulada desde o passado sem princípio; por apegos à multiplicidade dos objetos, por raciocínios equivocados e em conformidade com idéias sobre um "eu" em detrimento de "outros eus". No segundo, deve reconhecer que todos os fenômenos são como uma visão num sonho, vazios de substância, não nascidos e sem natureza inerente, e que existem somente por uma complexa rede de causas e efeitos, oriundas da discriminação e de apegos diversos. No terceiro, deve reconhecer que a sua personalidade se manifesta somente por fluxos equivocados de sua própria mente, que é vazia de substância, não nascida e sem ego. Com estas três reflexões claramente definidas será capáz de apreender a essência última do quarto fundamento. Que : - a auto-realização da mente plenamente desperta, não é comparável com a percepção alcançada pela mente dos sentidos, nem com a cognição da discriminação, pois ambas pressupõem apenas uma diferença entre "ego e não ego ", e o conhecimento assim realizado é caracterizado por individualidade e generalidade; Que : - por estar baseada na identidade e unidade, nada há para ser discriminado ou declarado, mas estabelesce que o discípulo sincero deve estar livre de suposições ou apegos sobre fenômenos, idéias ou à própria personalidade..."
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